31.8.06

escreta canarinha

perdemos nas quartas-de-final e a simone vive me atrapalhado a olhar as mina (humpft), mas nossa seleção sub-20 fez bonito, por pouco não fomos campeãs do mundo. olhaê.



renatão fudendo com a pussycat da australiana cor-de-rosa blergh.



maurinão cabando com a alegria delas.



alemoa obcecada. com a bola. tsc, tsc.



adriane comemora gol contra a nigéria. êeee.



versão butch/femme da chinesada. penteado mao em crise.



essa aí parece os tempos em que eu, charlotte sometimes e big sister ralávamos nossas coxas num gramado society (só no gramado, viu simone?)

pisca-pisca no boudoir.

umas rapidíssimas:

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dia 13 de maio é? dia da abolição da escravatura, né.?
e dia tbm da primeira onda de ataque do primeiro comando da capital em são paulo. eis que em são josé do rio preto as detentas também se rebelaram. detalhe? a data era justo o dia de visita íntima destas. e qual o castigo? vão ficar até as eleições sem receber visita íntima.
o mais ESTRAMBÓLICO da matéria é que trata como 'benefício', pelo gada (grupo de apoio ao doente com aids).
enfim. espero não ser presa nunca. odiaria ter que ME sujeitar a receber joana no meio da turma sem superior completo, tenho até que me cuidar pra não rolar denúncia nesse sentido que a gente sabe que os desígnios da fantasia usam das mais inóspitas ferramentas possíveis pra realização (rs...)
http://www.bomdiariopreto.com.br/index.asp?jbd=1&id=53&mat=40286

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(ana c. no saia-justa)
(j) - ela tá mais gorda que na semana passada.
(s) - ...
(j) - ela tá de bata
(j) - viuo??? nem tá cruzando a perna
(s vai buscar + long necks)
(j) - faz duas horas que tão falando das modelos anoréxicas tamanho zero dos states e ela tá muda.

coitada de ana c. eu confesso que simpatizo bastante por alguns motivos com a moça, mas eis que depois do assunto todo dos tamanhos menos zero e extrapp nos eua, ela me solta a pérola:
"olha, eu andei emagrecendo 10 quilos aí. mas é que na hora do tranco [ pausa de 20 segundos ] é que na hora do tranco, tem que ter onde pegar"
no que betty lago, muito apropriadamente, complementa que ana c. só se manifesta a serviço.
ai síndrome mal-resolvida de azão..

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lá no vae já tinha sido cantada a bola da kim, do american next top model do sony. ela modelo-bofe, subvertendo o padrão de lá blablabla, aí ontem assisti ao programa e que pasmo.! mas é um varón! suuuuper machinho, suuuuper na mão de outra modelete (aff ela é bofe mas é modela, não esqueça) lá no reality show e falando que tem um relacionamento aberto, falando da namorada que tá assistindo e tal.
apesar (ou até por, vá lá) ser falsa magra, kim já tá na minha grade como anti-padrão. no sony, e tem infinitas reprises (joana, infelizmente em nenhum horário que vc possa ver.. haha.. que pena p/ vc.)


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29.8.06

homens trans na roda

tudo começou agora no dia 16/08 c/ a coluna da vange no bolacha ilustrada sobre ftm que tanto nos apraz (eu e joana, cada uma por seu motivo distinto, mas com fascínio inequivocamente igual).
lá ela fala de buck angel e de loren cameron e deixa sites de mais gente da gringa. vai lá.

eu recebo uns alertas google e estes dias recebi um que falava que a veja (muito "telepaticamente" ho ho ho) fala sobre ftm nesta semana (que engraçado, né.? é como diz o paulocoelho: quando uma macaca bonobo aprende a descascar bananas num recôndito do planeta, imediatamente todas as bonobos do mundo aprendem a gostar de banana split automaticamente.. hmpf: créditos de inspiração de pauta neca!!).
já na cola e no rastro da semana de visibilidade lésbica, o 'fantástico', da rede globo, deverá também transmitir uma matéria sobre a diminuição do preconceito contra homossexuais (ai ai, quero só ver... depois daquela dos 47% que não querem ter um vizinho gay e os 53% que além de não quererem ainda preferem matar ou morrer a ter um gay na própria família, qual será a "estatística" dessa vez..).

a matéria da veja tá legal, fala inclusive de moira, da série the l word, cuja condução (na minha opinião) foi péssima haja vista o dedão de ilene (de postura absolutamente anti-fálica).

[ caya, 42 anos, ftm da reportagem da veja ]
a matéria táqui e o abre-te sésamo pra compra na banca é AVEIRO.

programação curtas semana de visibilidade lésbica

hoje começa então a semana de visibilidade lésbica como a vange já tinha nos dicado a programação por aqui.
num dos dias há a exibição de curtas, descobri quais são e a gente coloca procêis verem, parece legal:

31 de agosto às 19h30
Mostra de Vídeos (curtas) "Lésbicas Jovens: qual é a nossa?"

Curtas que mostram as lésbicas, suas idéias, inquietações, insatisfações, sonhos e desejos. Exibidos no Lady Fest e MIX Brasil.
Local: AFUBESP Rua Direita, 32 - 11º andar.
Metrô Praça da Sé


DIÁRIO INCOMPLETO. (Dir. Karina Roberta de Carvalho e Luciana Lima de Paula).
Um dia na vida de uma garota reprimida, insatisfeita com sua vida e relacionamento social/familiar. Sua vida é como um diário que guarda segredos de sua realidade oprimida pelos padrões impostos pela sociedade.


DIA E NOITE MARIA JOÃO. (Dir. Didi Lima).
Fernanda e Regina, inconformadas, contam experiências incomuns. Cada uma com sua visão, pelo fato da diferença de idade. Baseado em fatos reais.


BELA DONAS. (Dir. Anelise Capso).
Documentário sobre o preconceito com mulheres na cena punk de São Paulo. Na voz de todos os gêneros, os preconceitos, questionamentos e as confusões sobre o assunto. A intenção é mostrar o quanto esse meio "supostamente libertário" é preconceituoso e pouco questionador.


SEXO E O CLAUSTRO. (dir. Claudia Priscila, 2005, 13 min.)
Sexo e o Claustro é um documentário feito na Cidade do México, sobre uma singular personagem e seus sentimentos a respeito de sexo e religião.


JOGOS. (dir. Eduardo Aguilar, 2004, 8 min.).
Uma história sobre acordar e se reinventar a cada nova manhã.


ENTRE TRILHOS. (dir. Eloisa Fusco, 2003, 5 min.).
No passado, duas meninas resolvem fugir.


FISH KISS. (dir. Morgan Jacobson, 2004, 3 min.).
Depois de descobrir que não se encaixa nas normas, uma garota encontra sua própria comunidade.


PANTERAS FORA DO ARMÁRIO. (dir. Sandra Brogioni, 2002, 6 min.). Cenas dubladas de "As Panteras", em que Sabrina e Kelly finalmente saem do armário.

28.8.06

calendário sapa 2006 & calendário pirelli 2007 & black dahlia..

o post é véinho mas como o ano ainda não acabou, tá valendo.
no início do ano, por este site, estava sendo vendido por 17 doletas um calendário sapa p/ 2006 (agora o link não tá mais ativo), mas aguardemos pro ano que vem, né.?


e falando em calendário, quem estará no calendário pirelli 2007? hilary swank. óquei, calendário pirelli causa invariavelmente arenas sangrentas de luta greco-romana de opiniões pró e contra, mas EU não deixo sr. brandon passar em brancas nuvens por nada (aliás, hilary me impressiona por sempre escolher seus papéis a dedo, ela é foda foda foda. a próxima película dela é a dalia negra, dirigido por brian de palma. ela será uma assassina a sangue frio, femme fatale, bihexasexual, ual! . o filme contará também com a scarlett johansson e mia kirshner, isso mesmo, a jenny de the l word fazendo o papel de quem? de vítima de hilary (rs.). não nego que esta é uma das fantasias mais recorrentes que me assaltam o id em dia de olhar tevê refletindo junto à minha long neck.)

[ hilary em black dahlia - mi cuore! ]



[ trailer de black dahlia ]

no calendário vão estar tbm naomi watts (que já catou sua persona morena alter-ego de mulholland drive - "cidade dos sonhos molhados") e penelope cruz (que foi atacada pela charlize theron naquele filme que ela era fotógrafa e espiã da segunda guerra mundial - "minha cabecinha anda sempre nas nuvens") .
somando aos pegas ótimos que swank protagonizou com cloë save-save sevigny em boys don't cry podemos recomendar pra que vc cole sem peso na consciência na parede da sua borracharia (ou fundo do armário, ou paredinha fofa do micro, etc) o pirellão 2007, porque pode-se dizer que a representatividade tá generosa.
legal, né.?

e a capa do calendário será a cargo de sophia duloren, que como se pode notar pela foto, faz uma pose de surpresa ao estilo "quem mexeu no meu sarcóf.."


é contar nos dedos.

25.8.06

a mulher que esconde

confessions in a dance floor

antes que simone nos relate suas riquíssimas experiências extra-corpóreas, tenho que confessar uma coisa para as leitoras deste papiro sáfico que vos entretêm quando convém:

joana dark room já foi uma típica lésbica literária.

não tem o "padre de passeata" do nelson rodrigues? aquele que só empunha a batina na hora de protestar? pois amigas: eu fui uma lésbica literária, uma lábia. majora.

ouvindo a doce simone contar suas peripécias platônicas com madame azambuja, sentei-me na boléia do meu divã crássico cor-de-mula-quando-foge e tentei me lembrar de minhas mais tenras lembranças safas.

que nada.

até os 20 eu namorava meninos. e namorava bem feliz, devo dizer.

nenhuma paixão platônica nem de leve por professorinhas, nenhuma atração forte por coleguinhas. tirando alguns troca-trocas de cabana (feita com cobertores no quarto de hóspedes com as mesmas coleguinhas supracitadas) eu me apaixonava mesmo era por todos os garotos loiros que jogavam futebol. não me conformo. bastava ser loiro e chamar ricardo que eu caía de pata.

isso até os 20.

foi quando as moças me descobriram e eu descobri as moças. à maneira de safo, comecei literalmente a ser cantada em verso e prosa, essa literatura proxeneta. identificavam-me com heroínas que eu nem conhecia, heroínas dramáticas. calixto. pagu. june. iansã. palas athena. salomé.

ces têm noção?

um belo dia resolvi desencantar a lésbica literária dentro de mim e topei. e peitei. que eu me chamo joana dark room num é à tôa, cáspita. e parti pra ignorança.

iansã é? segura o raio aí minha fia, que eu tô descontrolada. mulé atrás de mulé encarnei as melhores putas literárias de todas as gerações e, amigas, devo dizer que aprendi muito com estas musas sáficas da mitologia e da escrita. dá um trabalho da cã, mas a gente aprende a diversificá, sacumé?

nesta profissão de fé descobri muita fã que num valia muito a pena e que me dava vontade de voltar pros meus ricardos loiros de mentira. mas era vontade falsa, passava rápido, logo eu descobria uma nova rainha amazona da áfrica setentrional (simone conhece bem esta aí) pra me inspirar e retomava o batente.

e assim foi até eu descobrir minha querida simone de boudoir. que com seu chimarrão duro, sua erva forrrrte, desencantou-me do altarzinho frufru de mulherzinha de lésbica literária e me mostrou a verdadeira vida de casal macho casado, qual que é?

e quem me chamar de BI eu mato.

ps: nós vimos a ana carolésbica pela primeira vez no "arraia justa" desta última quarta. (ces viram?) de perninha cruzada e tudo. o melhor mesmo ficou pro final quando a waldvogel leu uma cartinha endereçada à ana, supostamente escrita por uma freira, que disse que amava escutar "a voz linda" da carolésbica escondida da madre superiora. neste momento, pra alívio de ana, os créditos subiram e as luzes se apagaram. eu e a boudoir juramos que não somos responsáveis pelo atentando.

24.8.06

saia justa


afff.. joana, tá aí como vc MANDOU... hmpf. mãe repressora e pai submisso dá nisso, a pessoa é para o padrão que repete desde que nasce (rs.)

23.8.06

1988 - o ano que não acabou (comigo, mas só por detalhe.)

em 1988 eu era impúbere e imberbe ainda mas manifestações das mais diversas já possuiam o meu ser pela professora da primeira, da segunda & da terceira série. as coleguinhas ainda eram como eu então não tinha graça.
mas eis que naquela época paleozóica, lésbica era um termo nem cunhado ou difundido ainda (pelo menos onde eu morava). machorra era o singelo rótulo no qual eram embalsamadas as mulheres de mullets, mocassim, calça com fundilho, etc etc. se elas gostavam de alguém? quem é que se importava, se só o que importava era que queriam ser machos?
lembro de uma vizinha gay que eu tinha (ah sim: eu morava num povoado de menos 5 mil habitantes nos 80's) e que a especulação era que ela tinha um micropênis.
e boudoirzinha impúbere lá, cimentando na cabeça que tinha nascido pra ser uma aberração circense e seu destino seria viver isolada numa masmorra sendo alimentado eventualmente como o sloth dos goonies ou aquele cara de cabeção da sessão da tarde. e o seu coraçãozinho numa primavera constante, quando a professora mirta chegava em qualquer lugar, ou se virava pra qualquer lugar, ou falava qualquer coisa.. ai ai.
em paralelo com o geladinho de primavera na barriga pelas professoras (quase) todas sem exceção, aquela pecha da machorra rondando.
bem nesta época eu tive uma apresentação de teatro infante no circo municipal e meu papel era tocar gaita (acordeão). eis que, só QUEM que tinha acordeon na cidade? o casal mais famoso de sapas butch & femme da cidade (mais famoso porque ÚNICO!! e elas andavam com a de especulado micropênis). minha mãe não me deixou ir buscar sozinha.
aí embananou tudo!! ela disse que 'poderia ser perigoso pra mim' (!!!!).
na minha cabeça de criança toda cheia de marreta de ferro na moleira, elas deviam morar numa casa de bruxa, e quando eu entrasse lá elas me pegariam e me usariam nalgum ritual macabro que SEQUER eu sabia de que podia se tratar, naquela época!
peguei a gaita, me apresentei, e nunca meus dedos tiveram TANTA dor pra tocar alguma coisa (rs.)

MAS ENFIM... essas lembranças me retomam a fase prolixa maníaca.
bem nesta época, havia (há ainda) uma cantora no sul (RS) chamada 'berenice azambuja'. berenice azambuja é a cantora mais sapa dos universos, com sua pilcha de gaúcho todo o domingo de manhã participava de um programa na tv chamado 'galpão crioulo', cantando "churrasco, bom chimarrão / fandango trago e mulher / é disso que o velho gosta / é isso que o velho quer" (!).
e eu assistia ao programa com o meu pai tomando chimarrão (ele) e quem engasgava era eu.
não era preconceito, era ter a noção exata de que eu me tornaria uma coisa que faria mal aos outros, se eu 'optasse' por ser assim...

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88 me veio à mente agora pq cruzei com uma capa da playboy que a lúcia veríssimo fez, JUSTO neste ano (ela tava na mandala!). lúcia já me atraía e eu não sabia o porquê (até pq nesta época eu nem sabia o que que era playboy..rs.)


se eu desconfiasse, àquela época, que posar pra playboy era o ápice do chute nos ovos com 44 de pelica talvez fosse mais feliz.

mas 88, por fim, foi o ano onde eu ENFIM descobri que mesmo que eu fosse uma aberração da natureza, e que fosse apontada na rua e perseguida por instituições misteriosas que iriam me sequestrar pra me dissecar e descobrir meu micropênis dentro dos fundilhos e teria minha paz perturbada na caverna obscura onde me isolaria do resto da humanidade normal, eu poderia fazer HUMOR.! 88 era o ano da tv pirata, e na tv pirata tinha o TONHÃO, personagem da cláudia raia, que era meu ídolo! (veja a coincidência: minha espada pra me defender dos dragões, príncipes, detratores, más-línguas-ferinas e deixar eu pelo menos me sentir mais tranquila em poder depois desse sufoco todo TALVEZ COMEÇAR a pensar numa sapa encantada pra mim no fim do túnel entumeceu-se JUSTO com um personagem de uma atriz QUASE homônima à nossa mentora-mor.! é muita coincidência nessa vida!!).
cláudia raia e cristina pereira eram minhas ídolas (além de, uns anos antes, a ana machadão da débora bloch, mas a ana virava mulherzinha, tonhão era tonhão). o quadro d'as presidiárias me deixava sempre exultante!

e isso tudo pras new pseudo fake lesbians de hoje saberem os percalços que o povo old school passou até chegar hoje em l word e casal dó-ré-mi em novela da globo.
pra matar a saudade, a abertura do quadro "as presidiárias", olha o tonhão: "maria de lurdes das graças, 38 anos, vulgarmente conhecida por tonhão. ficou famosa nos anos 70 quando jogou no palmeiras formando a célebre defesa com luizão pereira e beto fuscão. condenada a 28 anos por ter seduzido e estuprado as 456 alunas do educandário das normalistas carmelitas".

21.8.06

dia da visibilidade lésbica.

(simone querida, taí a cabala de trims. pra vc, amiga, que vive esquecendo o seu no último bolso da calça cargo na casa da ex-namorada psicokiller. da sua, joana dark room)

descobrimos recentemente que no próximo dia 29 agora é o dia da visibilidade lésbica.
um contato meu (contatos são imprescindíveis para uma arraia) colou em mim a informação de que seria 19. corri esbaforida até joana pra dar a notícia na pilha de que tivéssemos tido a incrível precisão de parir o labia JUSTO no dia da visibilidade lésbica.!! mas eis que nosso contato foi um tanto equivocado, googlando descobrimos que na realidade é dia 29. (putz..)
bom, de qualquer forma, terça-feira que vem é o dia da visibilidade lésbica, minhas amigas.
pensando sempre na próxima, imbuímo-nos eu e joana na tarefa de representar graficamente este fato significativo pra poder exaltar tão importante data. infelizmente a minha pseudo-nerdice não deixou a gente achar uma fotografia decente de paparazzi de clarice starling passendo com sua pochete pelas ruas de nova iorque (o signo-mor perfeito pro dia citado), nem de meia turma da mpbee dando pinta, nem nada de interessante, droga. joana - hormônios epiteliais sempre ouriçadíssimos quando se trata de bofes, hmpf - me obrigou a pesquisar UM MILHÃO de fotos de mauresmo pro post. ainda bem que em nenhuma delas era possível visualizar que tratava-se de uma lésbica, então ela concordou em desistir.

enfim. chegamos à conclusão depois da pesquisa frustrada de que há muito mais é INvisibilidade lésbica. imbuídas desse nosso sentimento de auxílio ao aumento da visibilidade jogamo-nos às ruas hoje pra prepararmo-nos pro dia 29.
checados os itens que estavam faltantes no armário (sim, mas nosso armário é de vidro), joana comprou um kit com doze mini-lixas de unha e um risqué violent femme cintilante pra me comemorar a data enquanto eu absorta na seção do match plus azul descobri uma coisa incrível: um conjunto de DOZE cortadores de unha por três dinheiros.! isso é pra vc, minha amiga, que vive esquecendo onde deixou o último cortador de unha.

ficamos felicíssimas. isso sem falar que pudemos exercer plenamente a nossa visibilidade dyke posto que nas poucas horas de contato com o mundo de amyr klink entre dois pólos eu, especialmente, não tive minha sexualidade questionada em nenhum momento (apenas na hora duma mulher que assustou-se quando me viu de braços cruzados esperando joana no hall do banheiro feminino mas só porque por um momento achou que tinha entrado no errado).
o resto das histórias de wannabe max or max way of life ficam pros próximos posts que agora eu vou usar meu kit incrível de 12 cortadores de unha ginsu, deixo a reportagem fotográfica a cargo de dark room.

e como já diria nossa saudosa mentora cláudia arraia, se já não andam te enxergando é que tá na hora do barbeiro retocar a japonesa do mullet.

19.8.06

mondo matcho



costumo dizer que minha colega simone de boudoir é a moça do dedo verde. apesar das interpretações capciosas de minha multidão de ex enraivecidas, simone acerta sim na dedada.
mal acabamos de plugar nossa tv a gata quando simone dedou o controle remoto e demos de cara com uma pérola da evolução lábica: stranger inside.

veja o diálogo lésbico acima. que atire a primeira praga quem nunca esteve numa arraia justa como a do frame.

macha que é macha tem uma hora que apela.
(simone, os comentários inteligentes sobre a cutícula 35mm eu deixo pra vc, que labia majora não se liga em detalhes)



olha, eu me emociono com essa coisa macha de amizade. porrada é porrada.



esse tipo de confraternização me deixa molhada.



a solidariedade lábica é como a arraia descontrolada: não tem limites.



prestô atenção na lição de vida desta cutícula? olha, eu vou dizer. minha majora vai às lágrimas. ui.
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joana, o seu adendo.
vc massageia a minha hipófise com esse tipo de elogio. mas é predestinação demais. enquanto vc despachava duma vez o homem do cabo, persignava-me eu perplexa ante os 219 mil canais com a aparição daquela prisão feminina e daquela sucessão infindável de exemplares puro sangue da raça dyke (puro sangue literalmente, inclusive..rs).
o canal era a warner, e o filme (de 2001) ganhou vários prêmios. (ab)usando então o indicador mais rápido do oeste no mouse segundo as boas línguas, catei cá um trêiler do filme pra que vcs possam sentir a pressão.
briga no muque, seqüência de porrada com trilha sentimental, drama de namorada/família/vida/existência/cabelo com trilha sentimental, cuecão aparecendo na calça de cordão, oliú filtro amarelo e uma filha que vai buscar a mãe dentro da prisão? mais um milímetro de freud e eu me me obrigaria a jogar-me labia à lona.
(tbm no gls planet)

DEU!!!!!

joana, querida!! entrei agora, como vc me pediu!!

obrigadíssima pelo convite, espero poder acrescentar o que eu tiver de bom, por aqui.

uma parte do labia é compartilhar coisas inacreditáveis que só a gente consegue catar por aí (uma coisa meio inmetro) e a outra, meio que na linha cvv* boa noite (boa tarde, boa hora, qquer hora) é a de discutir RELACIONAMENTOS.
relacionamentos entre indivíduos de toda espécie, afinal relacionamento não tem sexo (principalmente se for lésbico).
poderá haver, então, um pequeno direcionamento por esse fato, no caso. mas a gente não vai ter preconceito nem constrangimento nenhum em consolar os espíritos atormentados que baterem às portas do labia: sejam bem-vindos.!

bem... talvez eu devesse me apresentar, mas eu acho que isso já é premissa das dicas lm de aconselhamento em relacionamentos: aprofundar as coisas logo de cara acaba enjoando, afinal é na superfície a gente vai muito mais rápido e mais longe.!

go arrayeah!!!


cvv = centro de valorização da vagina (dicionário arraístico by claudia arraia)

rabo de arraia

boa noite, porque eu vivo à noite. é isso aí.

meu nome é joana dark room e meu job favorito são as minas. não tenho 100 nem doze anos, mas transito entre a ninfetinha e a vovó com destreza e singularidade.

meu ponto forte, além da minha verruga sexy na majora e minha pochete indigo extra large, é minha vida acadêmica intensa. porque, vamu combinar, toda mulher gosta de uma explicação sofisticada sobre as coisas.

lésbica de 30, curto velinha aromática, mas na minha dispensa tem ky de pimenta, se entendes o que digo. e, definitivamente, filme pornô pra mim, só com historinha.

é isso aí. cum minhas companheira, simone de boudoir e a saudosa cláudia arraia, que deus a tenha no paraíso xiita das mulheres lábicas, dou o pontapé inicial neste rendevouz.

falei.